4 de jun de 2017

EDITORIAL COM MARIO SAMPAIO

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA – 28.05.17 (Mário Sampaio)
A juventude brasileira começa a ter mais responsabilidade – menos gravidez! É o que revela o Ministério da Saúde (MS) por meio de dados preliminares do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos, segundo os quais, a gravidez na adolescência registrou queda de 17% em todo o País. Essa redução veio de 661.290 crianças nascidas vivas de mães com idade de 10 a 19 anos em 2004, para 546.529 crianças em 2015. E, segundo o MS, essa dedução foi fruto da amplificação de programas excepcionais como Saúde da Família, Saúde na Escola e Métodos Contraceptivos, entre outros avanços.
Vale enfatizar, todavia, que dos 3 milhões de crianças nascidas vivas no Brasil em 2015, 18% delas são de mães adolescentes. O ranking regional brasileiro com mais filhos de mães adolescentes na faixa etária de 10 a 19 anos, é liderado pelo Nordeste, com 180.072 crianças nascidas vivas (32%), seguindo pelo Sudeste com 179.213 (32%), Norte com 81.427 (14%), Sul com 62.475 (11%) e Centro-Oeste com 43.342 (8%).
É fato notório que nos dias atuais, 66% dos casos de gravidez na adolescência, são indesejados e, que para controlar este penoso cenário, faz-se necessário, a implementação de políticas públicas de educação em saúde e ações de planejamento reprodutivo. Ademais, é imprescindível a participação das famílias nesta empreitada, dialogando com os filhos e orientando-os sobre a inoportuna iniciativa de vida sexual precoce.
Atualmente, o governo investe em várias ações preventivas à gravidez, como a distribuição da pílula combinada, anticoncepcional injetável mensal e trimestral, diafragma, preservativos feminino e masculino; além da Caderneta de Saúde de Adolescentes (CSA), em versões masculina e feminina, com orientações de praxe. O MS, também anunciou, recentemente, a oferta do Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre, em todas as maternidades brasileiras, incluindo as adolescentes no seu público alvo.
Registre-se, por oportuno, que pouco tempo atrás, a Pesquisa Saúde Brasil, evidenciou que o uso das boas práticas no parto, foi ampliado; aumentando em 15% o número de partos normais entre gestantes adolescentes. Em 2014 por exemplo, 70% das adolescentes entre 10 e 19 anos, tiveram seus filhos de parto normal; ao passe que em 2013, esse índice foi de apenas 55%. É preciso mais investimento público na Atenção Básica de Saúde!

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