6 de jun de 2017

EDITORAL COM MARIO SAMPAIO

A FALTA DE INFRAESTRUTURA ESCOLAR – 04.06.17 (Mário Sampaio)
Pesquisa realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério do Esporte no período de junho a outubro/2016 em 5.570 municípios brasileiros, revelou que mais de 70% das escolas municipais do País, sofrem, impiedosamente, a falta de instalações esportivas de grande porte. Esse Estudo mostrou ainda, a infrutífera contribuição das Olimpíadas no Rio de Janeiro, na incumbência de incentivar os gestores públicos a implementar o esporte como método educacional em seus municípios.
Frise-se, pois, que sem viabilizar uma infraestrutura adequada a milhões de crianças e adolescentes em todo o País, perde-se uma ferramenta essencial ao desenvolvimento integral dos estudantes; que aprimoraria assim, a capacidade de concentração, organização e realização de trabalhos coletivos. Lamentavelmente, somente em 27,3% das cidades brasileiras, contam com escolas públicas dotadas de campos de futebol, ginásios, piscinas e outros mecanismos. E, a maior parte desses equipamentos estruturais, se concentra na região Sul (20,8%); enquanto que o Nordeste tem a menor taxa (18,1%).
No Ceará, apenas 55 municípios (30%) dispõem de escolas públicas contempladas com esse tipo de infraestrutura. Não obstante o baixo número, o Estado se apresenta como o líder do ranking no Nordeste, seguindo por Paraíba (54 municípios), Maranhão (51) e Alagoas (48). Já em Pernambuco, são apenas 9 comunas que dispõem de boa infraestrutura; preocupando, infelizmente, a toda região inserida.
Vale pontuar, porém, que a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos/2016, levou governo federal e especialistas a sonharem que as escolas públicas no Brasil, se comoveriam com a temática esportiva e, se auto estruturariam para um futuro melhor. Entretanto, foi uma mera ilusão, o megaevento nada trouxe de efeitos práticos para a difusão desta modalidade e sua bonança no sistema educacional brasileiro.
Destaque-se, todavia, que embora o rombo com a realização das Olimpíadas tenha chegado aos R$ 132 milhões; segundo o Comitê Organizador, alcançou-se um volume expressivo de receita devido a venda de ingressos, patrocínios e outras fontes. Para os organizadores, fatores como a crise econômica, instabilidade política e surto de zika, impediram melhores êxitos.
Urge-se, por fim, que as nossas unidades escolares sejam providas de todo esse aparado esportivo, oferecendo aos seus alunos, mecanismos transformadores e atrativos, capazes de convencê-los a permanecerem em seus recintos e, assim, evitar o aumento da evasão.

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