17 de mai de 2017

EDITORIAL COM MARIO SAMPAIO


O PREÇO DE UM SONHO – 07.05.17 (Mário Sampaio)
O atual momento de recessão econômica no Brasil, vem influenciando, negativamente, na vida da classe estudantil. É o que revela uma pesquisa publicada no final de abril/2017 pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), entre estudantes que se formaram no segundo grau, onde 70% deles, não sequenciaram os seus estudos por falta de condições financeiras para pagar uma faculdade. E, ainda conforme a Enquete, 23% desses jovens, desistiram dos estudos, porque não conquistaram uma vaga na universidade pública; mas, por outro lado, 52% dos formandos egressos do ensino médio, ainda mantem a esperança de entrarem no mundo universitário.
Destaque-se, todavia, que dentre os jovens que hoje cursam o ensino médio no Brasil, 60% já decidiram em que área pretendem atuar. Já 94% desses discentes, consideram o ensino superior de suma importância na vida e, 70% consideram ser o caminho natural após a conclusão do ensino médio. Segundo o Estudo, 76% dos concludentes do ensino médio, têm preferência por cursos de bacharelado, seja em instituição pública ou privada.
Vale registrar, porém, que a Pesquisa mostrou também, que 31% dos jovens, trabalham enquanto estudam; sendo que 72% deles, querem ter independência financeira e, 23% labutam como forma de complementar a renda familiar. Saliente-se ainda, que nesta fase da vida, 56% dos entrevistados, consideram a educação escolar mais importante que o trabalho. Todavia, 24% desses alunos, tiveram que parar os estudos em dado momento, em face do surgimento de emprego ou por conta da repetência escolar.
E, para o presidente da ABMES, Janguiê Diniz, o êxito do Processo Decisório no acesso à Educação Superior, depende de mecanismos governamentais que auxiliem no cumprimento das metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação (PNE), sobretudo, quanto ao número de brasileiros matriculados no Ensino Superior, passando dos atuais 18%, para 33% até 2024.
Avalie-se, por oportuno, que os dados, na prática, nos mostram a importância da Educação como motor que move o País e patrona de todos os progressos e desenvolvimentos no mundo inteiro. Na verdade, surgem, constantemente, inúmeros entraves no itinerário da vida estudantil – a falta de incentivos dos nossos governantes aos jovens, que buscam por meio da qualificação, uma vida mais digna no concorrente mercado de trabalho. É o preço de um sonho!
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