1 de mai de 2017

EDITORIAL COM MARIO SAMPAIO


O SUICÍDIO DE JOVENS – 30.04.17 (Mário Sampaio)
O Brasil vem sendo palco de uma crescente taxa de suicídio de jovens na faixa etária de 15 a 29 anos de idade, nos últimos 12 anos. Esse índice subiu de 5,1 autocídios por 100 mil habitantes em 2002, para 5,6 em 2014 – um aumento de quase 10%. É o que revela o Mapa da Violência (MV) 2017, por meio de dados oficiais do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.
Frise-se que, no cômputo geral, foram 2.898 suicídios de jovens com idade de 15 a 29 anos; números esses quase insignificantes, se comparados aos 30 mil homicídios da mesma faixa etária, registrados no mesmo período. Ademais, o índice de autoextermínio nesta fase da vida, tem se mantido sempre um pouco acima da taxa constatada junto a população brasileira em geral, que desde 1980 aumentou em 60%.
Saliente-se, entretanto, que analisando as estatísticas anteriores, percebe-se, notadamente, que esse tabu silencioso, não é um fato isolado e nem recente sobre o que aconteceu com a população brasileira. Pois, em 1980, a taxa de suicídios entre os jovens de 15 aos 29 anos de idade, era de 4,4 por 100 mil pessoas; enquanto que, em 1990, chegou a 4,1 e, em 2000 a 4,5. E, dentro destes parâmetros, lamentavelmente, houve um crescimento de 27,2% sobre o número de autocídios registrado no período de 1980 a 2014.
No Brasil, segundo Estudo publicado pelo instituto BBC-Brasil, as regiões Centro-Oeste e Norte, são as que apresentam maiores incidências de suicídios, com destaque para os Estados do Mato Grosso, com 13,6 por 100 mil habitantes e Amazonas com 11,9 ocorrências. Para a ONU, o Brasil tem índices de suicídios, relativamente, baixos na comparação internacional; pois, países como Coréia do Sul e Lituânia, registram taxas que superam 30 casos por 100 mil moradores. Já na Rússia, Bielo-Rússia e Cazaquistão chegam a contabilizar mais de 25 fatos.
Hoje, o suicídio nos meios sócios juvenis, intriga médicos, pais, professores e autoridades civis, pela incongruência frontal – o sofrimento num período da vida, associado a descobertas, alegrias e amizades. Para especialistas ouvidos pelo BBC-Brasil, o problema é, normalmente, associado a fatores como depressão, uso abusivo de drogas e álcool, violência sexual e doméstica, problemas interpessoais e bullying.
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