17 de abr de 2017

EDITORIAL COM MARIO SAMPAIO


MORTALIDADE INFANTIL – 16.04.17 (Mário Sampaio)
A taxa de mortalidade infantil no Ceará, voltou a encolher em 2016, pois, de cada mil crianças nascidas vivas, apenas 12.9 morreram antes de completar 1 ano de idade. É o que mostrou o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado (SESA). Esse percentual, tido como um indicador primordial do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), foi o menor já registrado no Ceará, fruto de ações públicas de atenção básica, implementadas, notadamente, na década de 1990 e, aprimoradas desde então.
Informe-se, porém, que nos últimos 3 decênios, infelizmente, o Ceará amargurou uma proporção de mortes precoces 90% maior, sendo: 110 óbitos a cada mil nascimentos. Ademais, lamentavelmente, esses números são semelhantes aos de países subdesenvolvidos como Mali, Somália e Afeganistão, conforme aponta o IBGE.
Vale destacar, entretanto, que a redução relevante da desnutrição no Ceará, muito contribuiu na queda da mortalidade infantil. O Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) revela que no período entre 2002 a 2014, o Brasil diminuiu em 82% o número de pessoas em situação de miséria, por meio de programas sociais do governo federal.
Registre-se, a priori, que no Ceará, não obstante a redução considerável da mortalidade infantil, o Relatório menciona ainda, que existem preocupações em alguns Municípios, pois, 24 deles tiveram taxas acima de 22,8 mortes por cada mil crianças nascidas vivas. Frise-se que essa disparidade, consequentemente, é algo preocupante no indicador. Urge-se, então, que sejam implementadas ações específicas nas localidades que enfrentam exagero de mortalidade.
E, para se traçar metas e estratégias consistentes no combate a essa problemática, é de fundamental importância, levar em consideração a realidade socioeconômica e estrutural da saúde pública de cada Município. Neste horizonte alvissareiro, é imprescindível ainda, o fortalecimento do acesso ao pré-natal para o bem-estar da mãe e do bebê. Portanto, a assistência médica contínua durante a gestação, por meio da realização de exames e consultas, é apontada por especialistas como preponderante no desenvolvimento da criança.
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