1 de mar de 2017

EDITORIAL COM MARIO SAMPAIO - (O ANALFABETISMO)

SENADOR SÁ ONLINE

O ANALFABETISMO - 26/02/17 (Mário Sampaio) No mundo de hoje, saber “ler e escrever”, é notoriamente, uma das maiores dádivas que um ser humano pode alcançar. E, não obstante os avanços no ensino de jovens e adultos nas últimas décadas, em 2015, 758 milhões de adultos no mundo inteiro, não sabiam ler e nem escrever uma simples frase; sendo que, deste total, 115 milhões eram de jovens entre 15 e 24 anos. É o que revela o 3º Relatório Global sobre Aprendizagem e Educação de Adultos (AEA), publicado dia 15/02/17 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Destaque-se, que conforme estudo feito, dos 139 países participantes do Marco de Ação de Belém-PA, realizado no Brasil em Dezembro/2009, apenas 39 deles (28%), afirmaram ter cumprido a meta 4 do programa Educação para Todos, que recomendava a redução de 50% do analfabetismo até 2015. E, infelizmente, o Brasil está no rol dos 100 países que descumpriram essa meta. Saliente-se, que o Marco de Ação de Belém-PA, pactuado durante a 6ª Conferência Internacional de Aprendizagem e Educação de Adultos (VI CONFINTEA), pautou como temas de melhorias na aprendizagem e na educação de adultos, as áreas: políticas, governança, financiamento, participação e qualidade. Assinale-se, todavia, que na pesquisa de monitoramento, objetivando um retrato global da situação supracitada, foram estabelecidos como tópicos temáticos: saúde e bem-estar; emprego e mercado de trabalho; e vida social, cívica e comunitária. Acentue-se ainda, que em 2015, os analfabetos dos 139 países membros da UNESCO, eram compostos por 15,2% de jovens e 84,8% de pessoas com idades consideradas não propícias para a vida escolar. A VI CONFINTEA concluiu que a aprendizagem ao longo da vida – é uma filosofia, um marco conceitual e um princípio organizador de todas as formas de educação; alicerçado em valores inclusivos, emancipatórios, humanistas e democráticos. Ademais, propõe e ratifica, os quatro pilares da aprendizagem – “aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a ser e, aprender a conviver com os outros”. Sabe-se, portanto, que a alfabetização é sem dúvida, um instrumento fundamental no enfretamento dos desafios do dia-a-dia e da complexidade da vida, da cultura, da economia e da sociedade. É ainda, um pré-requisito forte e imprescindível na edificação da nossa emancipação pessoal, social, econômica e política. E, constitucionalmente, o direito a alfabetização, é parte inerente do direito à educação.
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