27 de mar de 2017

EDITORIAL COM MARIO SAMPAIO ( IDH/2015 – A TRISTE REALIDADE – 26.03.17 )

SENADOR SÁ ONLINE
                                                                IDH/2015 – A TRISTE REALIDADE – 26.03.17 
O Brasil, pela primeira vez deste 2004, viu o seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2015 inerte, fruto da recessão política e econômica, vivenciada desde 2014. Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) publicado este mês, mostra que o País alcançou o nível de 0,754, o mesmo obtivo em 2014. E, com esse triste desempenho, manteve-se na modesta 79ª posição entre as 188 nações, mesmo sendo uma das 10 maiores economias do mundo.
Desenvolvido há 26 anos, o IDH tem escala de 0 a 1 e, quanto mais próxima de 1, melhor é a situação do país avaliado. Esta avaliação, porém, é feita a partir de três quesitos – saúde, educação e rendimento. Registre-se que, no período de 1990 a 2015, a média de crescimento do IDH brasileiro foi de 0,85% ao ano. Para os analistas, o “padrão de vida” foi o responsável pela quebra desta trajetória vitoriosa. Constatou-se que, o IDH/2015 do Brasil, apresentou uma discreta melhora em alguns quesitos como: a expectativa de vida que foi de 74,5 em 2014 para 74,7 em 2015 e, na média de estudo de 7,7 em 2014 para 7,8 em 2015.
O IDH, talvez seja hoje, o mais completo parâmetro de avaliação do desenvolvimento e da qualidade de vida de um país, dado a unificação de fatores primordiais. Frise-se, portanto, que a recessão foi o fator elementar no marasmo brasileiro durante os anos 2014/2015, com aumento da pobreza extrema. Ademais, enquanto que mais de 29 milhões de pessoas saíram da linha de extrema pobreza no decênio 2003/2013; no biênio 2014/2015 cerca de 4 milhões de cidadãos ficaram mais pobres. Mencione-se ainda, que no período bianual supracitado, mais de 12 milhões de trabalhadores ficaram desempregados.
O relatório da ONU, é fruto do cruzamento de dados de vários organismos nacionais e internacionais, tendo a Noruega liderado o ranking em 2014/2015 com índices de 0,944 e 0,949, respectivamente, e na última posição, a República Centro-Africana, com 0,352. Já o Brasil, perdeu no desempenho para países como Bahamas (58ª), Panamá (60ª), Trinidad e Tobago (65ª), Costa Rica (66ª), Cuba (68ª), Venezuela (71ª), entre outros.
Infelizmente, o resultado do IDH/2016 poderá ser ainda pior, em face da forte recessão, dos índices econômicos e do desemprego registrados tanto em 2015 quanto em 2016, que poderão influenciar nos resultados finais. E, nesta mesma linha de raciocínio, o IDH/17 tende a se manter, em virtudes dos reflexos em questão.
Urge-se, finalmente, que o Brasil cresça economicamente – principal mecanismo de combate à pobreza – injetando no mercado de trabalho, milhões de pessoas; investindo pesado na infraestrutura educacional (a básica) e, paralelamente, buscando parcerias com a iniciativa privada. Coragem, Brasil!
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