13 de fev de 2017

EDITORIAL COM MARIO SAMPAIO

SENADOR SÁ ONLINE

O ÁLCOOL E AS DROGAS – 12.02.17 (Mário Sampaio)
No Brasil, pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicada em agosto/2016, evidenciou em 2015, o aumento precoce no consumo de bebidas alcoólicas e drogas ilícitas entre estudantes do 9º ano do ensino fundamental de escolas públicas e privadas de todo o país. O percentual de jovens de 13 aos 15 anos que tomou bebidas alcoólicas subiu de 50,3% em 2012 para 55,7% (1,44 milhão de alunos) em 2015; dos que usaram drogas ilícitas aumentou de 7,3% para 9% (236,7 mil) e dos que fizeram sexo sem preservativos, de 24,7% para 33,8% no mesmo período.
Destaque-se, a priori, que pela legislação brasileira, o consumo e a venda de bebidas alcoólicas são proibidos para menores de 18 anos, mas na prática a realidade é outra, totalmente diferente. Essa problemática se reflete, acentuadamente, no seio da classe feminina, com uso de 56,1% de álcool, contra 54,8% dos garotos. Já o ranking regional de ingestão alcoólica entre jovens, é liderado pelo Sul do país, com 65,9% do total.
Saliente-se, todavia, que os hábitos saudáveis e não saudáveis na adolescência, serão naturalmente conduzidos para a vida adulta. E, conforme relatam 43,8% dos adolescentes, a maneira mais fácil de se conseguir bebidas alcoólicas é nas festas. No Brasil, lamentavelmente, 72% dos óbitos registrados, são oriundos de doenças crônicas, inerentes a hábitos não saudáveis como: o fumo, a bebida alcoólica, drogas ilícitas, falta de práticas de exercícios físicos, alimentação inadequada, entre outros. Ademais, a Organização Mundial da Saúde (OMS) mencionou o álcool como o maior responsável por mortes de brasileiros entre 15 e 19 anos, seja em acidentes ou paradas cardíacas.
E, segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Dra. Luciana Rodrigues Silva, o álcool e as drogas têm efeito devastador nos adolescentes, pois o organismo deles ainda está em formação; podendo desenvolver doenças hepáticas, psiquiátricas e outras gravidades. Para ela, hoje existe uma permissividade maior que nos anos anteriores quanto a deglutição destes produtos.
Diante a realidade em questão, não basta tornar a punição mais severa, urge-se, a prática de políticas públicas de prevenção as doenças nesta faixa etária e a tomada de consciência das nossas autoridades federais, estaduais, municipais e da sociedade civil organizada, quanto aos malefícios do álcool às pessoas em desenvolvimento.
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